Hoje, uma dessas novidades é a inteligência artificial.
Confesso que, no começo, eu tinha receio. Via tantas notícias nas redes sociais que parecia que a IA era algo assustador. Depois percebi que o problema não estava na ferramenta, mas na forma como ela era usada.
Hoje utilizo várias inteligências artificiais. Algumas me ajudam a organizar ideias, outras me ajudam com imagens, outras escrevem de um jeito que gosto mais. Mas aprendi uma regra que levo para tudo na vida:
A IA pode ajudar a organizar os meus pensamentos, mas nunca deve substituir o meu discernimento.
Ela não conhece minha história como eu conheço. Não conhece meus valores, minha fé, minha família e nem o propósito que Deus colocou no meu coração.
Por isso, sempre que recebo uma resposta, faço uma pergunta para mim mesma:
"Isso faz sentido para quem eu sou?"
Se a resposta for sim, aproveito. Se não for, reformulo, pergunto novamente ou simplesmente deixo de lado.
Também penso muito nos meus filhos. Eles crescerão em um mundo onde conversar com uma inteligência artificial será algo comum. Então acredito que nossa missão como pais não é ensinar nossos filhos a terem medo da tecnologia, mas a usá-la com sabedoria.
Quero que eles saibam que existem ferramentas incríveis para aprender, estudar, criar, escrever e tirar dúvidas. Mas quero, acima de tudo, que saibam que as decisões importantes continuam sendo tomadas com consciência, conversando com pessoas que os amam, buscando conhecimento confiável e mantendo os pés firmes nos valores que aprenderam em casa.
Nenhuma inteligência artificial substitui um abraço, uma conversa sincera, um conselho de quem nos conhece ou uma oração feita com fé.
A tecnologia pode ser uma excelente companheira de caminhada, mas nunca deve ocupar o lugar da nossa consciência.
E confesso uma coisa curiosa: eu sempre fui muito preguiçosa para ler textos longos. Mas foi justamente conversando com uma IA que comecei a criar o hábito de ler mais. Pela primeira vez, eu queria chegar até o final de uma resposta porque ela estava falando exatamente sobre a dúvida que eu tinha.
No fim das contas, percebi que a tecnologia pode nos aproximar do conhecimento. Só não podemos permitir que ela nos afaste daquilo que nos torna humanos: o amor, a responsabilidade, a fé, o senso crítico e os relacionamentos.
A inteligência artificial é uma ferramenta. A direção da caminhada continua sendo nossa.


