Desde 2008 com açúcar nas mãos
Culinária da Raquel
Receitas de verdade, de uma cozinha pequena, com muito amor e história pra contar.
Começo de tudo
Receitas de verdade, de uma cozinha pequena, com muito amor e história pra contar.
Minha história na culinária
Tudo começou na festinha de 4 anos da minha filha. Eu não tinha muito, sabe? Foi uma fase muito difícil. Eu ainda era mãe solteira, cuidando da minha avó acamada com câncer. A gente fazia o que podia com o que tinha.
Eu mesma fiz a roupinha dela de crochê. Rosinha, toda trabalhada. E o bolo... foi meu primeiro bolo de verdade. Na época eu tinha só uma camerazinha daquelas bem ruimzinha, comprada no Paraguai. A foto saiu tremida, escura, mas eu guardei com tanto carinho.
Aquele bolo era simples, do jeito que eu sabia fazer: bolo recheado com aquele creme de leite com maizena que não pode faltar, e a cobertura era merengue de ovos, bem branquinho, batido na mão até cansar o braço. Pra enfeitar, eu usava o que tinha: açúcar colorido, granulado e aquelas pedrinhas prateadas que toda criança amava.
Depois dessa festa, as coisas foram mudando. Minha avó faleceu, e logo depois eu conheci meu marido — ele era padeiro. Ah, como a gente começou a fazer festa! Quase todo final de semana tinha um bolinho, salgadinho, alguma coisa pra comemorar a vida. Foi ele quem me ensinou muita coisa de massa, de ponto.
Foi aí que o bichinho do empreendedorismo me picou. Comecei a vender na rua, levava tudo numa bacia. Ia eu, a Franciele e o Leandro. A gente andava muito, viu? As pessoas foram me conhecendo na rua como “a mulher do pastel”, depois virei a “nega maluca” por causa dos meus bolos coloridos, e meus sonhos ficaram famosos no bairro.
"Eu nunca tive cozinha grande nem batedeira cara. Meu segredo sempre foi fazer com carinho e não ter vergonha de vender na rua."Com o tempo criei esse blog aqui, mas acabei criando outro blog só pra salvar minhas imagens, de tanta foto que eu tirava. Cada bolo, cada cliente feliz, eu queria guardar. Essa página aqui é pra organizar minha história de verdade, pra minhas filhas e netas verem um dia.
Novidade quentinha
Tudo começou na festinha de 4 anos da minha filha. Eu não tinha muito, sabe? Foi uma fase muito difícil. Eu ainda era mãe solteira, cuidando da minha avó acamada com câncer. A gente fazia o que podia com o que tinha.
Eu mesma fiz a roupinha dela de crochê. Rosinha, toda trabalhada. E o bolo... foi meu primeiro bolo de verdade. Na época eu tinha só uma camerazinha daquelas bem ruimzinha, comprada no Paraguai. A foto saiu tremida, escura, mas eu guardei com tanto carinho.
Aquele bolo era simples, do jeito que eu sabia fazer: bolo recheado com aquele creme de leite com maizena que não pode faltar, e a cobertura era merengue de ovos, bem branquinho, batido na mão até cansar o braço. Pra enfeitar, eu usava o que tinha: açúcar colorido, granulado e aquelas pedrinhas prateadas que toda criança amava.
Depois dessa festa, as coisas foram mudando. Minha avó faleceu, e logo depois eu conheci meu marido — ele era padeiro. Ah, como a gente começou a fazer festa! Quase todo final de semana tinha um bolinho, salgadinho, alguma coisa pra comemorar a vida. Foi ele quem me ensinou muita coisa de massa, de ponto.
Foi aí que o bichinho do empreendedorismo me picou. Comecei a vender na rua, levava tudo numa bacia. Ia eu, a Franciele e o Leandro. A gente andava muito, viu? As pessoas foram me conhecendo na rua como “a mulher do pastel”, depois virei a “nega maluca” por causa dos meus bolos coloridos, e meus sonhos ficaram famosos no bairro.
Com o tempo criei esse blog aqui, mas acabei criando outro blog só pra salvar minhas imagens, de tanta foto que eu tirava. Cada bolo, cada cliente feliz, eu queria guardar. Essa página aqui é pra organizar minha história de verdade, pra minhas filhas e netas verem um dia.
Atualização da semana
06 / 07 / 2026 — Segunda-feira
Voltando ao meu recheio de leite com maizena original
Muita gente nova chegando aqui e me perguntando do meu recheio branquinho antigo. Vou contar: é só leite, maizena, leite condensado (quando tinha), açúcar e essência de baunilha. Sem frescura!
Naquela época eu não usava creme de leite de caixinha porque era caro. O truque era deixar engrossar bem, mexendo sem parar pra não empelotar, e depois deixar esfriar com plástico em cima pra não criar casquinha. Ele ficava firme, cortava bonitinho na fatia. É o recheio da festinha de 4 anos da minha filha. Vou postar a receita certinha aqui embaixo essa semana, com medidas da xícara. Prometo!
Álbum de memórias
Muita gente nova chegando aqui e me perguntando do meu recheio branquinho antigo. Vou contar: é só leite, maizena, leite condensado (quando tinha), açúcar e essência de baunilha. Sem frescura!
Naquela época eu não usava creme de leite de caixinha porque era caro. O truque era deixar engrossar bem, mexendo sem parar pra não empelotar, e depois deixar esfriar com plástico em cima pra não criar casquinha. Ele ficava firme, cortava bonitinho na fatia. É o recheio da festinha de 4 anos da minha filha. Vou postar a receita certinha aqui embaixo essa semana, com medidas da xícara. Prometo!
Meus bolos de antigamente
Se você me conheceu agora, talvez nem acredite. Meus bolos não eram esses de pasta americana lisinha. Eram altos, com muito merengue, e muito, muito granulado. Eu amava inventar.
Era tudo feito no tabuleiro, cortado no meio pra rechear. Eu não tinha forma alta. O importante era que ficasse gostoso e bonito pra foto tremida da minha câmera.
- 🎂Bolo da Hello Kitty — bolo branco com recheio de leite com maizena e cobertura de merengue rosa com açúcar colorido por cima. A carinha era feita de papel.
- 🍫Bolo dois andares de mentirinha — um bolo em cima do outro, segurando com palito de churrasco. Cobertura merengue branco e pedrinha prata.
- 🌈Bolo arco-íris da Franciele — cada camada de uma cor, com muito granulado colorido. As crianças piravam.
- 📸O bolo da foto ruim — o da festinha de 4 anos. Tá desfocado até hoje no outro blog que criei só pra guardar as imagens.
Da bacia pra vida
Se você me conheceu agora, talvez nem acredite. Meus bolos não eram esses de pasta americana lisinha. Eram altos, com muito merengue, e muito, muito granulado. Eu amava inventar.
Era tudo feito no tabuleiro, cortado no meio pra rechear. Eu não tinha forma alta. O importante era que ficasse gostoso e bonito pra foto tremida da minha câmera.
- 🎂Bolo da Hello Kitty — bolo branco com recheio de leite com maizena e cobertura de merengue rosa com açúcar colorido por cima. A carinha era feita de papel.
- 🍫Bolo dois andares de mentirinha — um bolo em cima do outro, segurando com palito de churrasco. Cobertura merengue branco e pedrinha prata.
- 🌈Bolo arco-íris da Franciele — cada camada de uma cor, com muito granulado colorido. As crianças piravam.
- 📸O bolo da foto ruim — o da festinha de 4 anos. Tá desfocado até hoje no outro blog que criei só pra guardar as imagens.
Receitas que vendia na rua
Não foi fácil. Eu saía cedo com a bacia na cabeça (depois passei pra carrinho) e ia gritando. A Franciele e o Leandro me ajudavam a embrulhar. A gente vendia tudo no mesmo dia, graças a Deus.
Fiquei conhecida de um jeito carinhoso. Uns gritavam: “Olha a mulher do pastel!”, outros já falavam “Chegou a nega maluca do sonho!”. Eu levava a sério, mas ria muito.
- 🥟Pastel de feira frito na hora — massa que meu marido padeiro me ensinou. Recheio de carne moída bem temperadinha e queijo. Eu fritava 2 de manhã e o cheiro já chamava o bairro todo.
- 🍩Sonho de creme (aquele branquinho) — minha especialidade! Massa fofinha, açúcar por fora e muito recheio de leite com maizena por dentro. Vendia mais que tudo.
- 😜Nega maluca no pedaço — bolo de chocolate molhadinho, cobertura mole por cima. Cortava em quadrado grande e vendia na marmitinha. O nome pegou!
- 🧆Salgadinhos de festa — coxinha, risoles e quibe que eu fazia de madrugada. Levava pra festinha, vendia na porta da escola.
Se você comprou de mim nessa época, deixa um comentário aqui embaixo? Tenho muita saudade desse tempo. Hoje meu joelho já não aguenta andar tanto, mas a vontade de ensinar continua a mesma.
Com carinho, Raquel.
Não foi fácil. Eu saía cedo com a bacia na cabeça (depois passei pra carrinho) e ia gritando. A Franciele e o Leandro me ajudavam a embrulhar. A gente vendia tudo no mesmo dia, graças a Deus.
Fiquei conhecida de um jeito carinhoso. Uns gritavam: “Olha a mulher do pastel!”, outros já falavam “Chegou a nega maluca do sonho!”. Eu levava a sério, mas ria muito.
- 🥟Pastel de feira frito na hora — massa que meu marido padeiro me ensinou. Recheio de carne moída bem temperadinha e queijo. Eu fritava 2 de manhã e o cheiro já chamava o bairro todo.
- 🍩Sonho de creme (aquele branquinho) — minha especialidade! Massa fofinha, açúcar por fora e muito recheio de leite com maizena por dentro. Vendia mais que tudo.
- 😜Nega maluca no pedaço — bolo de chocolate molhadinho, cobertura mole por cima. Cortava em quadrado grande e vendia na marmitinha. O nome pegou!
- 🧆Salgadinhos de festa — coxinha, risoles e quibe que eu fazia de madrugada. Levava pra festinha, vendia na porta da escola.
Se você comprou de mim nessa época, deixa um comentário aqui embaixo? Tenho muita saudade desse tempo. Hoje meu joelho já não aguenta andar tanto, mas a vontade de ensinar continua a mesma.
Com carinho, Raquel.